O verdadeiro sentido de viver... Tudo feito com paixão se justifica... tudo... Essa é a verdadeira justiça...
Dor e Prazer Duas faces deste sentimento... Mesmo que cause mais dor... isso que é VIVER... Melhor viver que... a inexistência. O eterno inverno dos corações congelados...... Depois que o amor derrete o gelo, prazer e dor se tornam as únicas opções viáveis...
Os olhos pesam sob os artigos para abrir-se novamente num lugar diferente Paisagem agora já um cartão estático que já não encanta mais
O corpo domesticado já não precisa da mente e trabalha recusando as dores que o afligem A mente batalha pela sua inteligência afogando-se em burocracia O coração sedento pela brasa do amor dando sentido e calando-se diante o resto do ser
Preciso de meu anéstesico O corpo e a dor já dançam em harmonia. . . A mente e o caos já dançam em harmonia. . . O coração. . . omite-se
Os olhos novamente tornam para a realidade fria da página impressa Procurando revelar seus segredos estúpidos, pesarosamente Pesarosamente cerram-se
Sono sem sonhos. . . Apenas a escuridão que engole o tempo que insisto dividir Pois este é o nada completamente vazio. . . Onde está o meu nada!? Perdido em lembranças do passado. . .
Onde estou?
Por algumas horas contemplando o amor dentro do vidro Assoprando carinhosamente a brasa do coração, pesarosamente Pesarosamente amantes choram
Onde está o futuro!?
Escondido em alguma apostila. . . Quem sabe em algum decreto. . . Ou talvez num capítulo daquele autor. . . quem mesmo!?
E o amor!?
Num corpo pequeno e delicado da minha flor de inverno Queimada pela neve pela neve que eu inutilmente tento proteger Confie em mim!? Como posso dizer isso!? Preciso confiar em mim primeiro. . . Em seus olhos tudo faz sentido. . . tudo é tão fácil. . . Longe deles só existe o caos. . . o sono, o vazio, a dor e o cansaço. . . Será que na verdade eu estou dentro de você!? Um corpo e mente a quilômetros de seu coração Por favor amor, torne-me de novo. . . completo
Já faz algum tempo que eu não posto neste blog, e já faz algum tempo que eu decidi que não me preocuparia quanto a freqüência que iria escrever alguma coisa aqui (minha namorada fica nervosa quando fico alguns dias/semanas/meses sem atualizar o Antropocanis e o Owaranai Dream). . . Pelo menos este blog vai correr de acordo com o MEU tempo. . . não o tempo xterior (do calendário, do relógio, das máquinas e dos prazos). . .
Esse é um dos principais problemas da pós-modernidade: o tempo. O ser humano não é mais regido pelo tempo natural ou pelo seu tempo biológico, e sim pelo tempo da máquina, da produção capitalista. . . Eu me lembro que no curta: "O dia que os paulistas invadem o Rio", aparecia justamente a explosão do Cristo Redentor para colocar um relógio gigante em seu lugar, não é que naturalmente os paulistas sejam escravos do tempo (como o são), mas ao se configurarem como grande métropole da América Latina as exigências profissionais se refletem também nas relações sociais. . . O relógio opera como uma das ferramentas do capital para a alienação e fragmentação do ser humano. . . no mundo pós-moderno a vida está estanque em fases pré-definidas, e o ser humano não existe mais em sua totalidade.
Para um concurso público não importa o quanto eu precise de um emprego, e sim o numero de blinhas corretas que eu preencho no cartão de respostas. Para o intelectual não importa mais sua totalidade como pessoa, e sim a quantidade de matérias e livros que ele produz. Quando um homem trabalha o sistema produtivo exige a anulação da pessoa, para o mesmo tornar-se apenas uma ferramenta, no qual deverá se espelhar nas máquinas artificais perfeitas e reguladas para o manuntenção da produção de nossa sociedade.
Desde que pequenos aprendemos a sufocar gradualmente nosso tempo biológico, começando quando vamos para o colégio, onde a medida que nossas responsabilidades aumentam somos obrigados e dormir tal hora, cumprir tal prazo, o espaço que temos para nós mesmos é cada vez menor. . . a Universidade está deixando de se tornar um lugar de produção e reprodução de conhecimento para virar apenas um "curso profissionalizante". . . sonhos são enterrados a cada dia reguladas pelo tic tac do relógio. . . enquanto a massa biológica é substituida gradualmente por engrenagens. . .
A algum tempo eu vim me perguntando sobre um tabu que pode soar muito "nerd" para o Ocidente atualmente, ou até mesmo completamente fora da realidade se levado pela nossa base filosófica . . . embora muitas pessoas voltadas para as ciências humanas e sociais costumam ignorá-lo completamente. Acho que infelizmente todos os campos da ciência atualmente possuem graves limitações pertinentes ao diálogo uma com as outras, principalmente em ramos do conhecimento aparente antagônicos como as ciências duras (matemáticas e do cosmo), com as humanas e sociais. . . reconhecemos que atualmente um não convive e nem dialoga com o outro, fato (e muitas vezes insistem em negar a importância disso, e até denigrem a outra ciência). Infelizmente eu já vi muitas vezes letrados e historiadores fazerem analogia as ciências "exatas" como um conhecimento duro e positivista, ignorando completamente a revolução de Einstein nas teorias mecanicistas, fisícas e filosóficas de Newton (Einstein foi um gênio não somente na Fisíca Quântica). . . modéstia à parte, eu sou feliz por ter tido uma educação bem diversificada e pude entrar em contato com o "espírito" das outras ciências, principalmente por ter feito Curso Técnico de Informática, digamos que sou uma anomalia numa faculdade que 90% afirmam com orgulho: "Eu ODEEEIOOO Matemática".
Tornando ao tabu, vamos pensar em Inteligência Artificial. Será que uma máquina criada pelo homem, um programa de computador seria capaz de tomar consciência de sua existência!? Um andróide poderia vir a querer manter sua "integridade" e temer a "morte"?! Possuir sentimentos. . . Para a filosofia ocidental clássica, não. Quando perguntei para minha namorada sobre isso ela foi clara: "Não é possível. No dia que isso acontecer nada mais terá sentido para mim". O que seria a vida!? Será que pode ser concebida apenas pela natureza ou pela reprodução natural dos seres vivos!? Uma cultura que costuma levantar muito essa questão é a japonesa (acho que perceberam um certo fascínio meu né?!). No extremo oriente, longe das influências helênicas uma outra teoria desenvolveu-se e o nosso antropocentrismo (neo) clássico não se fez valer por aquelas terras, enquanto o Ocidente buscava separar o homem da natureza valorizando o indivíduo exarcebadamente o Oriente costuma ligar o homem com uma harmonia da natureza, uma harmonia ciclíca, no qual tudo seria regido por "energias" e nada se perderia. . . Nessa concepção poderiamos dizer que tudo na natureza possui vida e energia, até mesmo as palavras que seria carregadas de energia e estariam fortemente ligados ao objeto ao qual se relacionam (Platão enfartaria com isso não acham?!). . . as palavras são tão fortes e banhadas de misticismo que podem ser usadas até como amuleto, como correntes que selam, e chaves que libertam (isso presente na China, Japão e até na sanscrito indiano/budista).
Palavras e Kanjis em papéis já bastam para selar maldições, proteger contra maus espíritos e até mesmo lançar feitiços.
Não somente as palavras e a escrita possuem relação intima e mística com seus significados, mas também os elementos materiais possuem uma energia transcendental e estão realmente vivos de uma certa forma (o Jardim de Pedras do santuário seria uma forma de canalizar e fazer fluir harmonicamente a energia viva que existem nas pedras). Sendo assim, uma "vida" seria apenas uma concentração de energia que compõe uma alma (o budismo pretende fazer sua energia ligar-se com o universo, tornando o individuo uma gota no oceano do nirvana). No Japão as Katanas dos samurais costumavam possuir nomes e acreditava-se que as mesmas possuíam espírito, o ferreiro para forjar a espada lançava mão de uma complexa série de rituais de purificação a fim de criar uma boa katana e afastar a influência dos maus espíritos sobre ela. Daí poderiam ter surgida uma série de lendas sobre katanas amaldiçoadas que possuiam por si próprias uma sede de sangue. O samurai além de ser um grande lutador deveria saber controlar o espírito de sua katana, e também carregar em sua lâmina o espírito de todos aqueles que ceifou durante a vida, pois um pouquinho da energia desses mortos estariam presentes nessa espada e poderiam voltar-se contra o guerreiro.
O Ocidente já teve um pensamento parecido durante sua Antiguidade com os povos germanos e celtas que respeitavam as florestas e seus espíritos, e também na Idade Média com Francisco de Assis que conseguia conversar com o espírito dos rios, das árvores, das pedras, do sol, da lua. . . "Bom dia irmão sol, irmã lua". Mas com o antropocentrismo e as revoluções que se seguiram com a Idade Moderna tornou o pensamento ocidental como possuímos hoje (ai de quem ousasse falar em valorização do individuo durante a Idade Média, a Inquisição não perdoava, de certa forma essa seria a concepção filosófica da Igreja que também se difere da concepção pagã e oriental obviamente).
Essa crença nas energias e nos espíritos no Japão de certa forma incrementou o fascínio pelos bonecos que funcionavam com engrenagens simples de corda, esses bonecos da Era Tokugawa possuiam SIM uma certa energia e uma vida por si próprios e com a revolução tecnológica os novos bonecos e grandes candidatos a possuir essa nova vida seriam, os robôs. . . daí a raíz de todo tabu e o fascínio por Megazords que possuem sentimentos e são ligados a um espirito animal, a mechas que lutam com anjos e todo universo imaginário dos animes!! Um ser humano poderia dar uma vida a um andróide passando sua energia vital e ativando a energia que já existe no elemento material e bruto, e a tecnologia se encarregaria de dar um sistema lógico para o mesmo!!
Esta cena pode ter lógica para a filosofia oriental!!!
Incrível não!? Depois dizem que essa discussão é infrutífera~ Infelizmente a Parapsicologia e o estudo dessas energias ainda vibram entre o espiritismo e a ciência de verdade, muitas vezes por fascínio dos novos cientistas e preconceito da velha e gasta academia. Quem sabe daqui a alguns anos não teremos processos para reconhecer a vida artificial?! (ou estou falando besteiras absurdas neste blog)
Bem XDD Esse post foi bem viajada mesmo. . . Espero que leiam .D
Nossa. . . estou fazendo um seminário em grupo para América I, mas como isso tá me dando trabalho hein u.u'' O tema é sobre Tupac Amaru e o mito que se criou envolta dele, e os dois primeiros textos que eu peguei tratam apenas de MITO!! Apenas o terceiro que estou agora fala um pouco sobre as Revoluções Tupacamaristas, mas ainda assim é ESPANHOL!! Eu ODEIO ler em Espanhol. . . prefiro ler em inglês e até em japonês!! Pior que é aqueles textos densos e com a letra falhando. . . bem fazer o que!?
Eu consegui correlacionar muito o mito sobre Tupac Amaru com um certo herói nacional, atribuído ao dia da Consciência Negra: Zumbi dos Palmares. Para quem não sabe Zumbi não nasceu escravo e trabalhando. Ele era letrado, sabia ler e escrever em latim... e só foi trabalhar depois!! O seu quilombo representava somente um risco para o Império devido ao seu tamanho, pois ele próprio escravizava negros e os vendia para os brancos (assim como outras mercadorias), os quilombos não eram tããoo isolados assim. Sem falar que Zumbi era descendente de uma realeza africa =~
É realmente uma pena essa necessidade que os povos tem de construirem heróis. . . e posso dizer que o Brasil realmente sente falta dos mesmos, muito embora, eu não os veja com bons olhos. . . Toda História construida para justificar um presente ou um futuro é anacrônica, nações com passados gloriosos normalmente são muito construídas (França atual descendente dos reinos francos!? Hahaha). . . Está na hora do ser humano parar de com essa mania de predestinação que nos assola. . . o povo brasileiro HOJE é incontestavelmente uma realidade (e mesmo se não fosse, não deixaria de ser uma nação), independente das diferenças regionais, se era ou não uma verdade a algumas décadas atrás acho que não importa mais. . . Eu não sou nordestino mais, nem muito menos tenho que carregar o peso na consciência dos meus tataravós que escravizaram negros e mataram indígenas!!~ Chega viu!?
Gomen pelo post rápido, apenas um pensamento. . . Depois eu desenvolvo melhor
Neste último domingo(08/06) eu fiz o concurso do TRT/RJ e tive um resultado desastroso, é claro que eu não tinha estudado toda matéria específica mas, também até mesmo as gerais eu poderia ter sido um pouquinho melhor. . . Muito estranho eu estar comentando sobre isso, para quem me conhece desde pequeno. . . xD Uma das coisas que eu sempre falava era: Eu NUNCA farei carreira em Direito, e em nada jurisdicional. . . pois é, nada mudou. Quero deixar claro que meu esforço para entrar em um tribunal, é puramente paleativo!! Não possuo intenção alguma de crescer dentro do TRT, nem de fazer carreira. . . continuo odiando Direito, mas diferentemente de antes, hoje possuo uma visão mais crítica sobre esta "ciência" e aqueles que a estudam.
Eu não direi que não suporto Direito, afinal, se eu não suportasse eu nem conseguiria estudar, tenho que admitir que constitucional e trabalhista são MUITO interessante (este último mais ainda mais por reconhecer as lutas de classes, e tentar futilmente tornar-se um moderador da exploração, uma viagem). Meu objeto de antipatia são 95% dos estudantes de qualquer faculdade de Direito e concurseiros em geral. Mas por que a implicância!?
Vamos primeiro definir o que é o curso superior de Direito hoje: - Um curso de práticas burocráticas falidas, sem nenhum elemento humano à acrescentar. A cada ano forma-se milhares de bacharéis, que engrossam as fileiras dos concurseiros crônicos, aqueles que buscam uma vaguinha como magistrado, oficial de justiça, analista, etc.
Qual o perfil do aluno de Direito!? - Normalmente é aquela pessoa que não possui sonho algum, e acaba comprando um "pacote" vendido pelo sistema capitalista, em que basta você ganhar um bom salário e ter estabilidade, o resto é "hobby". Alguns até possuíram realmente um sonho, mas foram completamente tragados para dentro deste mundo onde basta seu esforço pessoal, conseguir um bom salário, e você está "feito" na vida. O Aluno de Direito, por estar fazendo um curso superior, realmente pensa que está cursando uma "graduação", e justamente por estar imerso neste mundo capitalista e meritocrático, sente-se uma "autoridade" sobre reles mortais. Ele pode opinar em qualquer assunto, biológico, histórico ou econômico. Afinal, ele faz Direito!!
Outro dia eu estava empacado mais uma vez no terrível 139 - Caxias/Niterói da Rio Minho, na ocasião no qual tinha pago a cara passagem(R$ 5,50), e o mesmo estava com o ar condicionado quebrado sendo tarifa e não poderia sair do terminal, ocasionando um atraso de meia hora. Mas dessa vez era diferente!! Uma jovem (um tanto larga), levantava-se de sua poltrona e ia falar com o motorista:
- Eu quero meu dinheiro de volta, se for pra chegar atrasado eu nem vou. - Aahn!? - Eu quero meu dinheiro de volta, se for pra chegar atrasado eu nem vou. - repetia a mulher mais rápido, aumentando o tom de voz - Não posso fazer isso. . . deixa eu chamar o despachante!! - respondia o pobre operário indo chamar o superior - Eu quero meu dinheiro de volta, se for pra chegar atrasado eu nem vou!! - vociferava a jovem, que parecia usar bem sua retórica repetitiva - Não pode senhora, já passou na catraca. . . se sair será descontado do motorista - respondia calmamente o homem - MAS É UM ABSURDO!!! É SEMPRE ASSIM!! Uma desculpa TODO dia!! - exclamava ela voltando-se para o ônibus quente e lotado - Gente!! Eu sou BACHAREL em Direito!! - proclamava enchendo a boca e tirando uma folha em branco de sua bolsa - Vou anotar o numero do ônibus, e todos me dêem assinatura com telefone ou e-mail pra contato!! Vamos entrar com uma reclamação coletiva no Juizado Civel!! Vou ganhar uma bolada - dizia quase tendo um orgasmo imaginado as ficticias cifras que receberia da empresa - É uma sacanagem com todos nós!!
Eu apenas assistia aquele teatro grego, observando as pessoas se levantarem, inclusive algumas ligando para seus advogados, enquanto terminava de finalizar com um monstro zumbi gigante no Ninja Gaiden DS~ Espero realmente que nossa amiga BACHAREL em Direito pela UFF, consiga ganhar sua causa. . . pois eu nunca vi entrar com reclamação por causa de atraso de ônibus, já que a empresa não se garante em te levar ao destino na hora determinada, se fosse assim, todas as viações da cidade de São Paulo já estariam falidas devido aos milhares de processos que iriam congestionar o Tribunal de Justiça em apenas um dia. Mas QUEM sou eu para me intrometer !!!
O que aconteceram com as vocações!? Com a diversidade acadêmica que a universidade deveria oferecer!? Principalmente. . . o que houve com os sonhos!? 70 mil candidatos!! Todos sonham em ser juízes!? Nunca ouvi falar de uma criança que diga: "Mamãe, quero ser Oficial de Justiça quando crescer mamãe" A Classe Média possui condições materiais para correr atrás de tantas carreiras e campos de trabalho. . . será que até com isso conseguimos acabar!? E a banalização do curso superior!? 3 ou 4 anos num faculdade particular. . . Infelizmente o que deveria ser um local de PESQUISA, ensino e extensão. . . acabou se tornando um estágio automático ao se terminar o Ensino Médio para onde todos devem obrigatoriamente escolher um curso a cursá-lo. . . esse pensamento acaba sendo alimentado por milhares e milhares de concursos que não param de abrir vagas, e aumentando assustadoramente sua concorrência.
Não quero desmerecer quem realmente faz Direito por vocação, até porque nesses tempos que passei a conhecer esta ciência, também descobri que existem grandes cabeças por detrás dele. . . o trigo no meio de um latifundio de joio.
---- Trecho do texto A morte dos sonhos. Concursite, doença que ataca os jovens, faz mal ao Brasil. de Raul Hadair (Consultor Juridico)
Mas a tal concursite acaba de certa forma atacando muitos dos jovens que hoje entram na faculdade.
Um dia, em certa faculdade, perguntei a uma caloura porque ela havia se matriculado e a resposta veio fácil: para fazer um concurso. Só que ninguém sabia para qual carreira pública. Vocação, mesmo, a moçoila tinha apenas para um emprego público, onde segundo ela existe uma tal de "segurança".
Recentemente uma revista publicou reportagem sobre os concursos públicos. E o que me chamou a atenção foi uma pessoa que havia sido aprovada para policial rodoviário e que foi fotografada com seu uniforme. Segundo a reportagem, esse policial estava se preparando para os próximos concursos de delegado, procurador, juiz, defensor público, assessor legislativo, etc. etc. .
Essa terrível doença, que é infecto-contagiosa, a concursite, faz um mal tremendo não só às suas vítimas, como ao Brasil.
O doente é prejudicado, pois só tem duas hipóteses: ou ele é uma pessoa sem sonhos, sem ideais, sem esperanças, ou está abrindo mão, renunciando ou trocando esperanças, ideais e sonhos por meras ilusões, suposições ou frustrações futuras.
O discurso desses desafortunados pacientes é sempre o mesmo: quer ser funcionário público por causa da segurança, de bons salários, da aposentaria, das férias, ou mesmo da ridícula idéia de serem "autoridade" ou mesmo tratados de "excelência". Isso tudo é muito triste.
Segurança é a mais ilusória de todas as ilusões humanas. No mundo atual segurança não existe. Que o digam os moradores dessa fortalezas medonhas chamadas "condomínios fechados" quando sofrem arrastões praticados pelos moradores da favela vizinha. Ou aquele sujeito que andava armado e foi baleado com a própria arma. Segurança de receber salário todo mês? Pode ser. Mas isso será que vale mais que os sonhos? Paga as esperanças? Compensa o abandono dos ideais?
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Apenas retificando o que eu disse no começo do texto. . . Estou estudando loucamente para um concurso público sim, mas em hipótese alguma admita ser vendido!! Tudo que eu quero é minha independência financeira logo, eu até poderia procurar um cargo temporário mais "simples", mas isso não supriria minhas necessidades imediatas. . . e infelizmente, ainda não tenho um diploma para trabalhar com aquilo que amo: História. Mal posso esperar para finalmente começar a trabalhar com isso. . . e aproveitar esse emprego público para dedicar-me completamente ao meu sonho, ser historiador.